

Minimização de Estresse em Navios
Cliente:
Companhia Vale do Rio Doce de Navegação - DOCENAVE
Problema:

Causas do Problema:

Melhorar o estado de espírito da tripulação (marinheiros) dos navios de transporte de minério e petróleo da Docenave, diante de um aumento dos diagnósticos de depressão acompanhados de número significativo de tentativas de suicídio.
Ao contrário do que se preconiza, a vida dos marinheiros não tem o glamour de uma vida de aventuras, com uma mulher em cada porto.
As viagens são longas, com períodos de meses sem ver terra; os portos visitados muitas vezes não passam de boias no meio do oceano; os desembarques são caros e confusos, por conta da lingua e da cultura, e à bordo, reina a fadiga e a solidão, com pequenos grupos trabalhando em turno e se trancando em quartos exíguos no tempo "livre".
Durante os anos 1990 a comunicação com familiares era feita por ligações de satélite, a preços exorbitantes, e o tempo distante de casa nunca era inferior a 14 meses.
Sós em seus "camarotes", atormentavam-se com saudades, desconfianças e pesadelos decorrentes do afastamento, sentimento de perda pelo distanciamento dos filhos em crescimento.
A predisposição ao alcoolismo e à depressão era uma constante.
Solução:

Montamos um Espaço Cultural à bordo do navio Doce Orion, composto por biblioteca, sala de vídeo, jogos de tabuleiro, microcomputador e impressora e material esportivo: bolas, raquetes, halteres etc.
Embarcamos como encarregado um Animador Cultural, com a tarefa de promover a leitura de literatura; compartilhar e comentar os filmes; ensinar rudimentos básicos de conversação na língua dos países do trajeto; ensinar o básico de utilização do pacote Office da Microsoft; promover torneios competitivos de jogos; bingos etc.
Criamos uma programação especial de domingo, com churrasco na popa, caminhadas, peladas, volei e bola ao cesto.
Embarcamos o módulo teste e o primeiro Animador em Ancona, na Itália. Em menos de seis meses já tínhamos implantando seis novas unidades, e em menos de um ano tínhamos esta ação em toda a frota de 22 navios da empresa.
O Programa durou quarenta e seis meses, dos quais um ano depois da Privatização da Vale do Rio Doce.
Desfecho:

Passado pouco menos de um ano da privatização da Companhia da Vale do Rio Doce, que ocorreu em maio de 1997, a direção da empresa resolveu descontinuar e terceirizar as operações de transporte, e vendeu os navios, encerrando as operações da DOCENAVE.
Recebemos uma belíssima carta do Comandante Frederico, Responsável pelo Departamento de Pessoal embarcado da DOCENAVE, dando seu testemunho do impacto que o projeto teve na elevação do moral da equipe, no aumento da produtividade da empresa, na diminuição de acidentes, e na reconstrução da imagem da DOCENAVE como empregadora no setor de transporte marítimo.
Colaboraram significativamente neste Projeto o Superintendente Chefe da Secretaria da Presidência da Docenave, Alberto Cusnir, e Carlos Heluy, o primeiro Animador Cultural que embarcamos em Ancona, e que deu vida ao Programa.