

Rio - Capital Petróleo
Cliente:
Federação das Indústrias do Rio de Janeiro e
Associação Comercial do Estado do Rio de Janeiro
Problema:

Mantido intacto pelos Constituíntes de 1988, o Monopólio Estatal do Petróleo ganhou uma cláusula revisional aprazada para os Congressistas no quinto ano da promulgação da Carta, ou seja, em 1993.
Combatida ostensivamente pelos petroleiros e pelas empresas ligadas à Petrobras, a flexibilização do Monopólio era pauta do setor internacional, sob os mais diversos argumentos, inclusive o fim da era dos combustíveis fósseis, que transformaria a riqueza do Petróleo em pó.
Causas do Problema:
Para o grande Capital e para os setores excluídos da economia petrolífera no Brasil, a revisão da cláusula éra a oportunidade do século. Estimava-se em centenas de bilhões de dólares a movimentação econômica com a simples flexibilização do monopólio, trazendo impactos gigantescos para o desenvolvimento das regiões produtoras e do Brasil como um todo.
Para além de nossa história de trabalho com empresas de petóleo desde os anos 1970, uma relação de amizade com os donos da revista Brasil Energia, especialmente com o Celso Knoedt, a quem conheci morando em Londres no final da adolescência, abriu ali uma excepcional oportunidade: aquele grupo de interesse precisava convencer os Congressitas e a opinião pública de que o Monopólio não interessava ao Brasil e aos brasileiros.
Solução:
Foi assim que, a muitas mãos (começando pelos editores da Brasil Energia, mas agregando altos executivos das "sete irmãs"- para quem não conheceu, assim eram conhecidas as sete maiores petroleiras do mundo) planejamos a realização de um Seminário Internacional, na cidade do Rio de Janeiro, apresentando os dirigentes das principais cidades / províncias produtoras de petróleo do mundo, para falar dos impactos positivos da quebra do monopólio.
Financiado pelas associações de indústria e comércio do Estado do Rio, o Seminário foi realizado no Hotel Copacaba Palace em 29 e 30 de novembro de 1993, reunindo parlamentares, representantes do Governo nas três esferas administrativas e o primeiro escalão do setor petrolífero mundial, além dos prefeitos e dirigentas de Singapura, Aberdeen, Calgary e Houston, entre outras.
Trouxemos o pesquisador norte americano Daniel Yergin, autor do livro O Petróleo para uma conferência, e mais uma dezena de consultores ligados aos mais variados aspectos da atividade petrolífera.
Desfecho:

Ao cabo de dois dias de palestras e conferências, montamos um dossiê com os Anais do Seminário, resultando numa edição especial da Revista Brasil Energia, distribuída a todos pos parlamentares brasileiros.
A proposta de flexibilização do monopólio foi aprovada, e o resultado direto disso na economia brasileira é visível até hoje: passamos de dependentes a exportadores de petróleo em pouquíssimos anos, com domínio de tecnologia e pesquisa singular no cenário mundial.