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Reforma da Biblioteca Nacional

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Desfecho:

Fundação Biblioteca Nacional

Em 1992, um pedaço da pingadeira da empena da Biblioteca Nacional na esquina da Rua Pedro Lessa com a Avenida Rio Branco, se soltou e caiu sobre uma senhora passante, felizmente com danos de baixa gravidade.

A causa incontestável era o lastimável estado de conservação do prédio, inaugurado durante o Centenário da Abertura dos Portos (e chegada da Família Real) em 1908, e há décadas sem qualquer manutenção.

Com orçamentos destroçados pela inflação galopante, o goveno federal não tinha como promover a reforma.

Parceiros da Fundação Biblioteca Nacional no projeto das Bibliotecas Volantes - e eternamente gratos a Affonso Romano de Sant'Anna por sua magnanimosidade, propusemos uma campanha para arrecadação de fundos junto ao empresariado nacional.

Engajamos a grande mídia no projeto - O Globo, Editora Abril, Jornal do Brasil - e conquistamos visibilidade com os três anúncios de grande impacto, liderados pela brincadeira da sinapse "Amigo Culto".

Em duas semanas tínhamos engajado o Banco Real e a Construtora Odebrecht no projeto, inclusive com reuniões na sede do Banco em São Paulo. Surgiu um impasse com o a Diretoria do Banco, que queria conduzir a Reforma, mas usando recursos de seus clientes, quando Affonso - que era membro do Conselho da Fundação Roberto Marinho - trouxe a Fundação para a cena, e nesse momento nós nos retiramos do Projeto.

Mas a Reforma (tanto externa quanto interna) da Biblioteca foi feita, envolvendo ainda a Marinha do Brasil e outros fornecedores e clientes do Banco, como decorrência de nossa Campanha acima.

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